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  • Foto do escritorAlberto Moby Ribeiro da Silva

SABORES & ARTES DE SINTRA

Atualizado: 21 de set. de 2023



No post anterior sugeri que um passeio que aproveitasse bem a linda e aconchegante Sintra fosse feito em dois diasou com dois bate-e-voltas, que podem ser ou não em dias seguidos ou com um pernoite na cidade. A postagem anterior, que fala sobre o primeiro dia do passeio, você pode ver aqui.


Agora, para nosso segundo dia em Sintra, proponho começarmos com uma caminhada pelo centro histórico da vila. Sempre movimentado e cheio de turistas de todas as partes do mundo, ainda assim acho que vale caminhar pelas ruazinhas do centro de Sintra, perambulando pelas lojas de artesanato, de souvenirs e padarias.



CASA PIRIQUITA

Você pode começar, por exemplo, pela Casa Piriquita. Ela fica no nº 1 da Rua Padarias, a menos de 100m do Palácio Nacional de Sintra. Especializada em doces portugueses, essa pastelaria é famosa pelo seu famoso travesseiro, uma delícia feita com massa folheada recheada com ovos e um creme de amêndoas, tendo, ainda, segundo os proprietários, um ingrediente secreto que confere a ele um toque especial. Por ser mais leves que outros doces portugueses, os travesseiros da Piriquita conquistam todos os turistas e têm sido acusados de estarem “roubando” a histórica preferência dos turistas pelas não menos famosas queijadinhas, que até pouco tempo atrás eram consideradas como o doce tradicional da cidade.



A padaria que mais tarde viria a ser conhecida por Piriquita foi fundada em 1862, pelo casal de padeiros Amaro dos Santos e Constância Gomes. O nome Piriquita vem do apelido que o rei D. Carlos I deu a Constância Gomes, baseado na sua baixa estatura. D. Carlos I teria sido o principal incentivador do casal a montar a padaria.


A Casa Piriquita abre todos os dias, das 9h às 20h, exceto às quartas-feiras. Mas não se preocupe, o seu travesseiro está garantido. É só seguir um pouco mais adiante, na própria Rua das Padarias, e a padaria estiver fechada, dê um pulinho na filial Piriquita II, que fica mais para cima, no nº 18 dessa mesma rua.

Outra atração, ainda no campo dos paladares, que eu acho que não pode ficar de fora é a famosa ginjinha. Objeto de disputa entre Sintra e a cidadela medieval de Óbidos, cerca de 100km ao norte, a ginjinha é um licor feito de uma frutinha silvestre típica de Portugal – a ginja, também conhecida como cereja ácida ou amarena. O que faz esse delicioso licor ficar ainda mais charmoso é que ele costuma ser servido em copinhos ou xícaras feitos de chocolate, que você vai devorando à medida que a bebida acaba. Várias lojas e bares do centro de Sintra servem essa bebida imperdível, que fica ainda saborosa nos meses frios.


VOLTA DO DUCHE

Se você está acompanhando minhas postagens, já viu que meu roteiro preferido é partir da estação de trem direto para o Palácio da Pena, deixando o centro para depois, em duas situações alternativas: na parte final do passeio, caso você se decida por um bate-e-volta de apenas um dia, a partir de Lisboa; ou no começo do segundo dia, caso você se decida por um pernoite em Sintra ou – o que também é perfeitamente viável – caso você decida fazer um segundo bate-e-volta no dia seguinte.


Estamos agora na etapa em que já fizemos um passeio pelo centro histórico – a região próxima ao Palácio Nacional de Sintra – e temos como tarefa caminhar pela Volta do Duche, num trajeto de cerca de 1,3km, até o Museu das Artes de Sintra. Para quem ficou curioso, como eu, com o nome da alameda, a denominação de Volta do Duche tem a ver com a época, entre 1848 e 1908, em que ali existiam chuveiros públicos. No português de Portugal o nome para chuveiro é duche.

Essa alameda arborizada e sinuosa merece um passeio sem pressa, já que oferece belas paisagens, uma bela vista à meia distância do Palácio Nacional de Sintra, imensos casarões, esculturas ao ar livre, como a famosa Fonte Mourisca.



No nº 12 da Volta do Duche você encontra, entre outras maravilhas, a “fábrica das verdadeiras queijadas da Sapa”. Essa disputada iguaria é mais um dos doces típicos da cidade, concorrente acirrado dos não menos famosos travesseiros da Piriquita.


A criadora das Queijadas da Sapa se chamava Maria Sapa e que se estabeleceu na localidade de Ranholas, a cerca de 2,5km da confeitaria atual, em 1756, com uma produção diária de vinte dúzias, que eram vendidas aos fidalgos da época. Em 1887, com a chegada do comboio (trem) a vapor, Ranholas deixou de ser a porta privilegiada de entrada em Sintra e Maria Sapa foi obrigada a levar suas queijadas para a Volta do Duche, em local próximo à estação de trem. Desde então, o estabelecimento vem passando de geração a geração, tendo se tornado um dos símbolos mais emblemáticos de Sintra.




Preciso avisar, para encerrar esse assunto, que só menciono aqui essas maravilhas por generosidade, já que sou diabético e só tenho direito a comer as queijadinhas da Sapa, os travesseiros da Piriquita ou tomar a ginjinha e depois devorar os copinhos de chocolate em que é servida com extrema moderação – e desde que munido do antídoto, a insulina, minha amiga e companheira há algum tempo.


CÂMARA MUNICIPAL

A poucos metros das Queijadas da Sapa, no Largo Dr. Virgílio Horta, fica o edifício dos Paços do Concelho ou Câmara Municipal, isto é, a Prefeitura de Sintra. Antes de mais nada, é preciso esclarecer que, diferentemente do Brasil, as Câmaras Municipais de Portugal equivalem às nossas Prefeituras Municipais, enquanto que o que para os brasileiros seria a Câmara Municipal (ou Câmara dos Vereadores), para os portugueses se chama Assembleia Municipal.

O edifício foi construído no local onde até ao início do século XX existia uma antiga capela dedicada a São Sebastião. No começo do século passado, por estar em avançado estado de ruína e correndo perigo de desabar, a Prefeitura decidiu pela demolição da capela e construção de uma nova sede para o governo municipal. O objetivo da construção de um novo edifício era substituir as antigas instalações municipais, localizadas em um imóvel setecentista próximo do Palácio da Vila (ou Palácio Nacional de Sintra). A construção dessa nova câmara no bairro da Estefânia tem a ver com o acelerado crescimento da vila, principalmente depois da inauguração da estação ferroviária de Sintra, em 1887. A criação de novos arruamentos, iniciada logo após o terremoto de 1755, conduziu progressivamente à criação do bairro que leva esse nome em homenagem à Rainha D. Estefânia, mulher do rei D. Pedro V, levantado em torno do local onde antes tinham sido construídas as casas dos engenheiros ferroviários responsáveis pelas obras de estrada de ferro. Desde então a Estefânia passou a conviver com a denominada Vila Velha – o centro histórico da cidade.



MU.SA

Também no bairro da Estefânia, num percurso que dá pra ser feito a pé, você chega ao MU.SA – Museu das Artes de Sintra, na Av. Heliodoro Salgado 102, dedicado a artistas contemporâneos portugueses. Instalado em um casarão lindo que já foi um cassino e já abrigou a Coleção Berardo (aquela do CCBCentro Cultural Belém, em Lisboa), o MU.SA ocupa um espaço criado em 1924 para ser o Cassino de Sintra. Sua programação é diversificada, abrigando exposições temporárias, programas educativos, sessões públicas, animações, apoio a atividades de interesse do município. Ele recebe exposições temáticas de artistas consagrados, mas também abre espaço para artistas emergentes. Também organiza exposições em colaboração com outras instituições culturais portuguesas para os mais diversificados públicos.

Da Câmara Municipal até o MU.SA são cerca de 15 minutos de caminhada, 1,3km aproximadamente. Pegue a Rua Dr. Alfredo da Costa, que mais à frente se encontra com a Av, Heliodoro Salgado. Cerca de 250m à frente está o MU.SA. Como alternativa, você pode pegar um Uber, mas a caminhada é agradável.


Dá pra visitar o MU.SA em pouco tempo. Seus salões são muito bem cuidados e espaçosos, mas o museu é relativamente pequeno. E melhor de tudo é que o ingresso custa apenas € 1,00. Ele funciona de terça a sexta-feira, das 10 às 20h e aos sábados e domingos, das 14 às 20h.


CENTRO CULTURAL OLGA CADAVAL

Atrás do MU.SA fica o Centro Cultural Olga Cadaval. O prédio onde se encontra esse centro cultural foi construído em 1945 para abrigar o Cine-Teatro Carlos Manuel, durante muitos anos, o único cinema de Sintra. Em 1985, um incêndio destruiu grande parte do edifício, seguindo-se alguns anos de abandono, durante os quais eventos culturais temporários chegaram a utilizar parcialmente os espaços ainda disponíveis. Reconhecendo não só o valor e representatividade do edifício, como a necessidade de uma nova sala de cinema e espetáculos para Sintra, em 1987, a prefeitura decidiu adquirir o imóvel. Como não era viável sua recuperação integral, a Câmara Municipal propôs a recuperação e salvaguarda dos espaços e elementos construtivos mais marcantes. Além disso, foram construídos um novo corpo de cena, uma sala de cinema, uma sala de ensaios e espaços de apoio e técnicos, implantados nas áreas demolidas e no jardim contíguo. Foi também construída uma passagem de ligação ao MU.SA, permitindo a partilha e complementaridade das instalações.


O Centro Cultural Olga Cadaval tem dois auditórios principais: o Auditório Jorge Sampaio (Grande Auditório), com 967 lugares, uma sala de teatro polivalente, preparada para receber espetáculos de música, teatro, ópera e dança, bem como congressos e conferências; o Auditório Acácio Barreiros (Pequeno Auditório), com 272 lugares, concebido como sala de cinema e de conferências, equipado também para pequenos espetáculos de música e teatro.

O nome do centro cultural é uma homenagem a Olga Nicolis di Robilant (1900-1996), descendente de uma família da mais alta aristocracia europeia. Olga, de origem italiana, se casou com D. António Caetano Álvares Pereira de Melo, Marquês de Cadaval, em 1926, ficando viúva treze anos depois, 1939. Viúva e jovem, dedicou a vida ao mecenato, principalmente no campo da música.


QUINTA DA REGALEIRA

Lembra do autocarro (ônibus) da Linha 435 – Villa Express 4 Palácios? Falei dele no meu post anterior. Essa linha nos leva ao nosso próximo destino, a Quinta da Regaleira, a aproximadamente 2km do conjunto MU.SA-Centro Cultural Olga Cadaval – um palacete cheio de simbolismos, cercado por um emblemático jardim com grutas, lago e construções enigmáticas.


Já mencionei antes que Portugal foi, no século XIX, um dos primeiros berços da arquitetura romântica na Europa. Sintra foi, sem dúvida, o primeiro centro do Romantismo arquitetônico em Portugal. Seu ambiente natural e seu clima atraíram o olhar da elite intelectual e econômica, que povoaram a vila de uma arquitetura sofisticada, para muitos considerada deslumbrante e em perfeita harmonia com o ambiente, transformando Sintra em um verdadeiro paraíso.


Pensada e construída no final do século XIX, reflete a sensibilidade e os interesses culturais, filosóficos e científicos de seu proprietário a partir de 1893, Antonio Augusto de Carvalho Monteiro (1848-1920), aliados ao virtuosismo do arquiteto-cenógrafo italiano Luigi Manini (1848-1936), já conhecido naquela época por ter sido cenógrafo no Teatro La Scalla de Milão e, mais tarde, no Teatro São Carlos e nos principais teatros portugueses. Da cultura e criatividade dos dois resultou num conjunto arquitetônico eclético e revivalista, que mistura os estilos arquitetônicos manuelino, renascentista. medieval e clássico.


Antonio Augusto adquiriu a quinta, a residência e outras parcelas de terrenos ao redor num leilão público. Conhecido como “Monteiro dos Milhões”, Carvalho Monteiro, que tinha ascendência portuguesa, nasceu no Rio de Janeiro, herdeiro de uma grande fortuna familiar, multiplicada com o comércio de café e de pedras preciosas no Brasil. Era entomologista, além de refinado colecionador de relógios, instrumentos musicais, pratas artísticas, antiguidades e bibliófilo, sendo considerado um homem culto e estudioso de Filosofia e da obra de Camões. É em função dessa gama de interesses do “Monteiro dos Milhões” que a Quinta da Regaleira é tão cheia de elementos que remetem à ideia de misticismo

Existem várias supostas razões para as ideias extravagantes de Carvalho Monteiro que inspiraram a construção da Quinta, quase sempre sugerindo que ele era ligado a alguma sociedade iniciática – versão bastante difundida entre a população, o que até agora nunca foi comprovado por nenhum documento. Mas é fato que a Quinta tem tudo a ver com a personalidade de Carvalho Monteiro. Conservador, monárquico e cristão com uma pegada profundamente mística, seu desejo era construir um espaço grandioso povoado de todos os símbolos que espelhassem suas convicções ideológicas.


Ao comprar o ingresso (veja abaixo), não se esqueça de pedir o mapa da propriedade, que é gratuito. O passeio deve durar por volta uma hora e meia ou um pouco mais, mas não se intimide porque é muito provável que o que você vai ver faça você sentir que valeu a pena todo o tempo gasto.



A Quinta da Regaleira está situada no limite do Parque Natural de Sintra-Cascais, mais especificamente na encosta Norte da Serra de Sintra. Por isso não é difícil a formação de nevoeiro, o que reforça sua aura de mistério.


A entrada dos visitantes se dá em dois níveis: no térreo está o portão de entrada para pedestres; no nível intermediário encontram-se tanto o balcão com um mirante como o caminho para a área frontal ao palácio, bem como uma passagem subterrânea para o interior do prédio. Essa parte está interligada por escadas a um terraço, pelo qual é possível chegar ao “Patamar dos Deuses”. Além dos caminhos que acompanham as curvas de nível do terreno, existe um percurso subterrâneo que conduz às várias construções existentes na área.



Loggia de Pisões

Logo após subir a escada, você se depara com a Loggia de Pisões, estrutura arquitetônica muito utilizada na Itália, semelhante a uma varanda coberta, situada no extremo da alameda que faz a ligação com o Palácio da Regaleira. Considerando as convicções de Carvalho Monteiro, não parece ser por coincidência que em italiano a palavra “loggia” seja usada também no sentido de “loja maçônica”.



Bosque

A maior parte do espaço da Quinta da Regaleira é ocupada por um Bosque. Sua disposição não é aleatória. Ele começa mais ordenado e cuidado, na parte mais baixa da quinta, e vai se tornando progressivamente mais selvagem até chegarmos ao topo. Essa disposição reflete a crença de Carvalho Monteiro no primitivismo.



Patamar dos Deuses

Acompanhando a alameda em frente ao palácio, denominada Patamar dos Deuses ou Alea dos Deuses, existem nove estátuas alinhadas, representando deuses mitológicos, a saber: Mercúrio (para os romanos) ou Hermes (na mitologia grega), o mensageiro dos deuses; Vulcano (Roma) ou Hefesto (Grécia), deus do fogo; Baco (R) ou Dionísio (G), deus da celebração e do vinho, a quem também é atribuída a criação da escola de música e das primeiras representações teatrais, além de ser considerado um legislador e promotor da civilização e da paz; Pã (G) ou Lupércio (R), metade homem e metade bode, ligado à natureza e ao universo, deus dos campos, dos bosques e dos rebanhos; Ceres (R) ou Deméter (G), deusa da agricultura e da fertilidade da terra; Flora (R) ou Clóris (G), deusa da natureza e da primavera, período de renovação e florescimento; Vênus (R) ou Afrodite (G), deusa da beleza e do amor; Orfeu (G), considerado o mais talentoso dos poetas, dono de um canto tão perfeito, acompanhado por uma lira herdada de seu pai, Apolo, que amansava as feras mais selvagens; Fortuna (R) ou Tyche (G), deusa do destino, da boa ou da má sorte, às vezes representada como cega ou com a vista tapada.


Na intersecção com o caminho do lago da catedral há um majestoso leão moldado em chumbo, de autoria do francês Pierre Louis Rouillard, famoso por suas esculturas de animais. Esse leão é herança do período em que a propriedade da Quinta pertencia à Baronesa da Regaleira e seria uma homenagem à realeza. Mas pode também ser identificado, segundo a ótica do esoterismo, a uma figura solar, que simboliza poder, orgulho e sabedoria, e é tida como guardiã do mundo subterrâneo.



Poço Iniciático

É uma galeria subterrânea com uma escadaria em espiral, sustentada por colunas esculpidas, por onde se desce até o fundo de um poço. A escadaria é constituída por nove patamares separados por lançes de 15 degraus cada um, que remetem à Divina Comédia de Dante Alighieri, representando os nove círculos do Inferno, do Paraíso e do Purgatório. Segundo especialistas, é na obra Divina Comédia que aparece pela primeira vez a exotérica Ordem Rosacruz. No fundo do poço existe uma rosa dos ventos sobre uma cruz templária, brasão de Carvalho Monteiro, que é, ao mesmo tempo, o símbolo da Ordem Rosacruz.


Esse espaço, que é denominado Poço Iniciático, está cercado de simbolismo por todos os lados, embora que chegue até lá sem alguma leitura prévia possa ter dificuldades para reconhecer seus símbolos. Acredita-se que sua denominação vem do fato de era usado em rituais de iniciação da maçonaria, o que aumenta ainda mais a aura de mistério em torno dele. Mas o que mais costuma atrair os turistas é o boato de que ele inspirou a escritora J. K. Rowling na descrição de alguns dos cenários da saga Harry Potter. Ao que tudo indica, a associação entre o Poço Iniciático é apenas mais uma das lendas que envolvem a saga, já que até hoje não existe nenhuma declaração oficial de Rowling que confirmem essa possível inspiração. De qualquer forma, vale o passeio. Se você já leu os livros ou viu os filmes da saga, não vai ser difícil se deixar envolver pela vibe dos meninos da Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts ao passear por lá.



Capela da Santíssima Trindade

Composta por uma magnífica fachada ao estilo do revivalismo gótico e manuelino, nela estão representados Santa Teresa d'Ávila e Santo Antônio. No meio, sobre o portal de entrada, está representado o Mistério da Anunciação, quando o anjo Gabriel desce à terra para dizer a Maria que ela vai gerar um filho de Deus. No interior, no altar-mor, fica uma imagem de Jesus ressuscitado coroando Maria. Do lado direito, mais uma vez Santa Teresa e Santo Antônio, dessa vez em painéis de mosaico. Do lado oposto, um vitral com a representação do milagre de Nossa Senhora de Nazaré a D. Fuas Roupinho, nobre guerreiro do século XII, que se acredita ter sido um dos mais fiéis companheiros do rei D. Afonso I e, também, ter sido salvo de cair num abismo pela Virgem Maria. No chão estão representados a Esfera Armilar ou Globo Celeste e a Cruz da Ordem de Cristo, herdeira em Portugal da Ordem dos Templários, rodeados de estrelas de cinco pontas.




A entrada na Quinta da Regaleira é gratuita para crianças até 5 anos e idosos com mais de 80 anos. Jovens entre 6 e 17 anos e idosos entre 65 e 79 anos pagam € 5,00 e adultos pagam € 10,00. A Quinta fica aberta das 10:30 às 17:30h de novembro a janeiro, até as 18:30h nos meses de fevereiro, março e outubro e até as 19:30h de abril a setembro e não abre nos dias 24 e 25 de dezembro.

Assim a gente fecha o segundo dia em Sintra. Dia meio cansativo, eu sei, mas cheio de coisas interessantes (e gostosas). Como disse no post anterior, Sintra fica muito perto de Lisboa e, eventualmente, você pode decidir redistribuir o passeio em três dias, fazendo mais um bate-e-volta ou se hospedando por lá mais uma noite. O que posso garantir é que não dá pra deixar de ir.





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